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RESUMO: Um assunto fascinante e que lido com reflexão poderá levá-lo a um aprofundamento da nossa existência e de nossa Condição Humana. Afinal, qual  o sentido de existirmos?

Aqui voce encontrará informações básicas referente a Evolução do Universo com explicações da Astronomia e Cosmologia; do Planeta Terra com uma descrição dos éons, eras, períodos, épocas e idades referente a medida de tempo estudado pela Geologia; e por fim do desenvolvimento da Espécie Humana abordada pela Biologia chegando até nossos estudos atuais referente ao genoma humano e o funcionamento do cérebro. Em seguidas tratamos de um assunto inerente ao texto, a Extinção. No final do texto encontra-se um resumo das Eras Geológicas.  Boa leitura!

Este texto serve de base para orientar a leitura da Crônica: O que realmente voce deseja saber sobre a evolução?

EVOLUÇÃO

Astronomia

O nascimento do Universo

Astronomia é o estudo da origem e da evolução do cosmo e a análise da composição e do comportamento dos corpos celestes. É a ciência mais antiga e, em muitos aspectos, a que maiores revoluções trouxe para o pensamento científico. Vários monumentos arqueológicos – como Stonehenge, na Inglaterra, e pirâmides espalhadas pelo mundo – mostram que o homem já estudava o movimento dos astros desde a Idade do Bronze (entre 3500 a.C. e 1200 a.C.). Já na Era Pré-Cristã, os gregos estudaram e previram os eclipses solares, calcularam o diâmetro da Terra e a distância até a Lua. No mesmo período, os chineses criaram as primeiras cartas astronômicas e descobriram as manchas solares.
As ideias sobre o universo mudaram muito no decorrer da história. No século II da Era Cristã, Ptolomeu imaginou um sistema solar com a Terra no centro, em torno da qual giravam o Sol e os demais planetas. Foi somente em 1543 que Nicolau Copérnico desenvolveu o sistema heliocêntrico, com os planetas orbitando o Sol. No início do século XVII surgiu o primeiro instrumento de observação astronômico – o telescópio. A partir de então, os dispositivos desse tipo ficaram infinitamente mais potentes. O telescópio espacial Hubble, por exemplo, que está na órbita da Terra desde 1990, já fotografou galáxias a uma distância de 13 bilhões de anos-luz (1 ano-luz é a distância percorrida pela luz no vácuo durante 1 ano – cerca de 9,5 trilhões de quilômetros). E os astrônomos conseguem vasculhar vários aspectos do Sol e de outras estrelas, “enxergando” diversos tipos de radiação, como ondas de rádio, micro-ondas, raios X, raios gama e infravermelhos. O aperfeiçoamento dos instrumentos e o desenvolvimento de novas e revolucionárias teorias tornaram possível ao homem do século XX viajar até a Lua e enviar sondas robotizadas para estudar de perto outros planetas, asteroides e cometas. Além disso, algumas das teorias mais inovadoras da ciência surgiram da tentativa de explicar a origem e o comportamento do universo – como as teorias do Big Bang e da relatividade de Albert Einstein.

Cosmologia

É a parte da astronomia que estuda a origem do universo e sua evolução. O assunto é tão intrigante para a mente humana que é tema da mitologia dos mais diversos povos desde a Antiguidade, sob o termo de cosmogonia. No decorrer da história, a ciência desenvolveu várias teorias, algumas propondo que o universo é infinito e imutável. Mas observações no início do século XX mostraram que o cosmo não tem nada de estático. Daí nasceu a teoria mais aceita atualmente pela comunidade científica, segundo a qual tudo surgiu de uma grande explosão primordial, apelidada de Big Bang.
Em 1929, o astrônomo norte-americano Edwin Hubble observou que galáxias distantes da Terra se afastam de nós a uma velocidade proporcional à sua distância. Quanto mais distante está uma galáxia, mais rápido ela viaja. Para explicar essa viagem rumo ao infinito, os astrônomos já estudavam um modelo no qual o universo estava em expansão. Mas foi o físico George Gamow, nascido em Odessa, antigo Império Russo, hoje parte da Ucrânia, que apresentou formalmente a teoria do Big Bang, em 1948. Gamow e seus alunos de doutorado previram que o cosmo teria surgido de uma grande explosão, há bilhões de anos, que deixou um rastro de radiação que já teria perdido sua forma de luz, mas seria ainda identificável como micro-ondas embebendo todo o cosmo. Em 1964, os norte-americanos Arno Penzias e Robert Wilson confirmaram a hipótese de Gamow, ao descobrir por acaso a radiação cósmica de fundo, que foi mapeada décadas mais tarde por instrumentos em satélite. O Prêmio Nobel de Física de 2006 foi concedido a dois pesquisadores responsáveis pelo satélite Cobe (Cosmic Microwave Background Explorer), que foi o primeiro a medir com grande precisão as características da radiação cósmica de fundo.
As medidas mais confiáveis mostram que o Big Bang ocorreu há 13,7 bilhões de anos – essa é a idade do universo. A partir de então, o cosmo continua se expandindo. Em 1998, os astrônomos descobriram que essa expansão é de fato acelerada, algo que não pode ser explicado pelos modelos atuais. Uma possível extensão desses modelos requer a introdução da energia escura, hoje responsável por cerca de 70% da energia do universo e por sua expansão acelerada. Ainda não sabemos a natureza da energia escura.

Fonte: Almanaque Abril 2012.

Geologia

O nascimento da Terra

É a área da ciência que estuda o processo de formação e a composição da Terra, fornecendo uma visão geral da evolução do planeta desde o seu surgimento até os dias de hoje. Alguns dos campos de estudos ligados à geologia são a geofísica (que analisa fenômenos físicos relacionados ao planeta, como o magnetismo), a mineralogia (estudo das propriedades dos minerais) e a paleontologia (a busca e a análise de fósseis de plantas e animais). O escocês James Hutton (1726- 1797) é considerado um dos pais da geologia moderna. Ele desenvolveu um dos princípios fundamentais dessa ciência ao defender a ideia de que as características do relevo da Terra são fruto de um longo processo de transformações naturais, um pensamento que confrontava diretamente a visão bíblica de que nosso planeta tinha sido criado havia apenas 6 mil anos para servir como um lar para a espécie humana. A aplicação dos conhecimentos geológicos pode trazer benefícios econômicos concretos na busca por recursos minerais e energéticos cobiçados, como a descoberta de reservas de gás e de petróleo.
Escala de tempo geológico
É a forma como a história geológica da Terra é dividida em vários intervalos de tempo, cada um com características específicas a respeito das formas de vida e das rochas encontradas no planeta. Não há consenso total a respeito dessas divisões nem da precisão de sua cronologia. Porém, a escala mais aceita pela comunidade científica é a organizada pela ICS, sigla em inglês para Comissão Internacional de Estratigrafia, a principal entidade mundial a trabalhar com as classificações e definições dessa área da geologia. Na escala da ICS, a maior unidade de medida de tempo é o éon; a seguir vêm as eras (subdivisões dos éons), os períodos (subdivisões das eras), as épocas (subdivisões dos períodos) e as idades (subdivisões das épocas).
O conjunto de éons, eras e períodos que se estendem do início da formação da Terra – há cerca de 4,5 bilhões de anos – a aproximadamente 550 milhões de anos atrás compõe um grande intervalo de tempo geológico chamado Pré-Cambriano, que responde por quase 90% da história do nosso planeta. Em razão do número muito maior de informações e evidências científicas – encontradas na forma de fósseis, por exemplo –, o intervalo de tempo mais detalhado da história da Terra é justamente o posterior ao Pré-Cambriano, que faz parte de um único éon, o Éon Fanerozoico, que se subdivide nas eras Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica. Confira abaixo alguns detalhes sobre o que acontecia no planeta e com suas formas de vida nos principais intervalos da escala de tempo geológico da ICS.

Éon Criptozóico

1.1. Era Pré-cambriana: intervalo de tempo correspondente a 90% da história geológica da Terra. Iniciado há cerca de quatro bilhões e seis milhões de anos e encerrado há 570 milhões de anos. Divide-se em dois períodos: o Arqueano e o Proterozóico.

Período Arqueano: o planeta tinha uma atmosfera rica em CO2 e uma temperatura de superfície de cerca de 1.000oC. Paulatinamente a crosta endureceu e se formaram os oceanos. Registra uma chuva de meteoros que só findou há 4 bilhões de anos e o surgimento de vida aquática na Terra, por volta de 3,85 bilhões de anos atrás. Os organismos eram procariontes (organismos unicelulares, sem membrana nuclear), capazes de sobreviver aos altos níveis de radiação solar existentes na atmosfera sem oxigênio e sem camada de ozônio.

Período Proterozóico: situado entre 2,5 bilhões e 570 milhões de anos atrás. Aos procariontes do Arqueano se sucederam, no Proterozóico, os eucariontes (unicelulares ou não, possuidores de membrana nuclear) que, para seu crescimento, usavam o oxigênio existente na atmosfera, cada vez em maior quantidade. Formas de vida simples, pluricelular invertebrada, começaram a aparecer no fim da Pré-cambriana e foram os precursores dos metazoários (organismos pluricelulares com células diferenciadas em tecidos e órgãos) do Cambriano.

Éon Fanerozóico

2.1. Era Paleozóica: intervalo de tempo que se estende de 570 a 245 milhões de anos atrás, quando surgiram na Terra os primeiros peixes, plantas, animais terrestres e anfíbios. Divide-se em seis períodos, a saber:

Período Cambriano: teve início há cerca de 570 milhões de anos e durou cerca de 70 milhões de anos.
Período Ordoviciano: iniciou-se há cerca de 505 milhões de anos e teve duração de quase setenta milhões de anos.
Período Siluriano: intervalo de tempo geológico iniciado há cerca de 438 milhões de anos e que durou cerca de trinta milhões de anos, caracterizado pelo surgimento das plantas terrestres.
Período Devoniano: iniciou-se há 408 milhões de anos e durou cerca de 48 milhões de anos.
Período Carbonífero: teve início há cerca de 360 milhões de anos, com duração estimada em 75 milhões de anos
Período Permiano: começou há cerca de 285 milhões de anos e durou cerca de 40 milhões de anos.

2.2 Era Mesozóica: segunda das três principais eras geológicas da Terra. Ocorrida de 245 a 66,4 milhões de anos atrás, abrangeu os períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo.
Entre 230 e 65 milhões de anos atrás, reinaram na Terra os dinossauros, quando então uma hecatombe astronômica, no Golfo do México, matou-os de uma vez, sobrando apenas as tartarugas, os crocodilos e os mamíferos. Embora a extinção de 250 milhões de anos atrás tenha sido mais violenta que a dos dinossauros, acredita-se que o asteróide ou cometa tivesse as mesmas proporções nos dois casos: em torno de 10 km de diâmetro. Ao longo de aproximadamente 180 milhões de anos, durante a era Mesozóica, a Terra assistiu ao surgimento dos ancestrais das principais espécies de plantas e animais que existem atualmente.
Segundo teoria do geólogo Alfred Lothar Wegener (1.880-1.930), esboçada no início do século XX, há 200 milhões de anos houve a separação da Pangéia (única massa de terra existente até então) em dois supercontinentes, Gonduana, ao sul, e Laurásia, ao norte, que deram origem às atuais massas continentais. Essa época registrou a evolução de uma flora e de uma fauna bem diversas das que haviam se desenvolvido durante a era Paleozóica e das que surgiriam depois na Cenozóica.
Em meados da era Mesozóica, a Laurásia, que incluía a maior parte da América do Norte e da Eurásia, separou-se totalmente de Gonduana pelo mar de Tétis, no hemisfério sul. Durante o Jurássico, a América do Norte começou a se afastar dos dois supercontinentes. No final do Jurássico, a África já tinha começado a se separar da América do Sul, e a Austrália e a Antártica já estavam desligadas da Índia.

2.2.1. Período Triássico: iniciou-se há cerca de 245 milhões de anos e durou quase 40 milhões de anos. Presentes na Terra desde o período Carbonífero, os répteis só dominaram os continentes a partir do Triássico, quando a falta de competição provocou uma evolução explosiva da classe. No período surgiram os primeiros dinossauros, de início pequenos e bípedes.
2.2.2. Período Jurássico: iniciado há cerca de 208 milhões de anos. Havia na Terra imensas regiões pantanosas e outras desérticas. Na fauna, predominavam os répteis, entre os quais a espécie mais numerosa era a dos dinossauros.
2.2.3. Período Cretáceo: iniciado há cerca de 144 milhões de anos, durou cerca de 77,6 milhões de anos. As rochas cretáceas são de extrema importância para o homem, pois nelas se concentra grande parte das reservas de petróleo, bem como extensas jazidas de carvão e de outros minerais. O Cretáceo se caracteriza pela fauna de dinossauros bizarros, tartarugas e crocodilos, répteis voadores, mamíferos como os marsupiais e primatas e os insetívoros, os triconodontes e os multituberculados.
O fim do Cretáceo marcou uma época de crise para a vida, tal como no fim da era Paleozóica. Um intenso vulcanismo iniciou-se, levando a um aquecimento global. As árvores com flores e frutos (angiospermas) diminuíram em 90%, levando a um decréscimo, talvez na mesma proporção, dos dinossauros. Outros grupos de animais decresceram gradativamente e os dinossauros e os répteis voadores se extinguiram abruptamente no fim do período, devido ao impacto do asteróide na península do Yucatán, no Golfo do México. Essa extinção em massa atingiu também os mamíferos triconodontes e as aves com dentes. Mas as tartarugas, crocodilos e até sapos e salamandras sobreviveram ao impacto. A temperatura, que era a maior desde a grande extinção (5 a 10oC maior que hoje), cai vertiginosamente devido à poeira levantada que encobria o Sol. Ao mesmo tempo ciclos de gigantescas inundações e secas se revezaram no período, cadeias de montanhas surgiram assim como a aridez predominou no globo.

2.3 Era Cenozóica: era geológica que compreende os períodos Terciário e Quaternário. Nela, a fauna e a flora adquiriram suas formas atuais. Iniciada há aproximadamente 66,4 milhões de anos, estende-se até a atualidade. Nos últimos 50 milhões de anos todos as oscilações da temperatura tiveram como origem a posição do Sol em relação à Terra, devido à mudança no eixo de inclinação desta em relação àquele. Ou seja, as glaciações ocorridas tiveram lugar devido às alterações periódicas dessa posição relativa, que varia a cada 41.000 anos. Há 3,6 milhões de anos o gelo cresceu ao norte e o planeta esfriou. A África secou sumindo as matas onde viviam os hominídeos, fazendo surgir o gênero Homo adaptado a caminhar nos campos. Há 900 mil anos, o atual padrão de glaciações, de 100 mil anos de duração com intervalos de 8 a 40 mil anos, enfim se estabeleceu.

2.3.1. Período Terciário: primeiro dos dois períodos da era Cenozóica. Iniciado há 66,4 milhões de anos, abrange cerca de 65 milhões de anos. Foi a época em que surgiram as montanhas e durante o qual a face do planeta assumiu sua forma atual. Os movimentos sísmicos, então registrados, provocaram o surgimento das grandes cadeias de montanhas que conhecemos hoje: os Andes, os Alpes, o Himalaia e a cadeia de vulcões localizada na região ocidental da América do Norte. Divide-se em:

2.3.1.1. Paleoceno: foi caracterizado pelo desenvolvimento dos mamíferos primitivos e pela queda de temperatura em escala planetária.
2.3.1.2. Eoceno: iniciado há 57,8 milhões de anos e finalizado há cerca de 36,6 milhões, caracterizado pelo clima ameno. O clima começou a esfriar novamente há cerca de 38 milhões de anos.
2.3.1.3. Oligoceno: intensificou-se a atividade orogênica e durou cerca de doze milhões de anos. Nessa época ocorreram mudanças na paisagem do Leste e Sul da África aproximando-a do Oriente Médio. Vulcões explodiram transformando o verde em mata seca.
2.3.1.4. Mioceno: iniciado há 23,7 milhões de anos, caracteriza-se por grande atividade vulcânica em diversos pontos da Terra, época em que se completou o dobramento de cadeias montanhosas como o Himalaia e os Alpes. Os hominídeos diferenciaram-se há cerca de 23 milhões de anos. Embora ainda não tenha sido encontrado o chamado “elo perdido”, a transição entre o animal e o homem, sabe-se hoje que numerosas espécies de hominídeos existiram e coexistiram, sendo o mais antigo fóssil bípede encontrado o Sahelanthropus tchadensis descoberto em 2.001 e apelidado de Toumai. Com 7 milhões de anos, desbancou o Orrorin tugenensis, com 6 milhões de anos encontrado em 2.000 na Etiópia. O clima teve uma queda brusca há 14 milhões de anos (glaciação).
2.3.1.5. Plioceno: iniciado há 5,3 milhões de anos atrás e caracterizado pela presença dos grandes carnívoros e pelo surgimento do Ardipithecus ramidus, com 4,4 milhões de anos encontrado na Etiópia em 1.994, e do Australopithecus anamensis, com 4,2 milhões de anos, encontrado no Quênia menos de um ano depois. A cada nova descoberta, surgem novas evidências de que umas espécies estavam acompanhadas de outras (Australopithecus afarensis – Lucy, Australopithecus africanus, A. robustus, A. boisei, A. prometheus, A. afarensis, Homo habilis, etc.) e que estariam disputando a primazia de virar o que chamamos hoje de espécie humana.

2.3.2. Período Quaternário: último período da era Cenozóica, marcado pelo aparecimento do homem. Também chamado antropozóico, abrange cerca de 1,6 milhão de anos. Foram registradas cinco glaciações sucessivas e quatro recuos da camada de gelo, que duraram ao todo cerca de dois milhões de anos, com a última se iniciando há 22 mil anos (no seu auge, há 18 mil anos, o gelo chegava à Inglaterra) e terminando há dez mil anos atrás. Isso afetou sobremaneira o desenvolvimento da fauna e da flora no hemisfério norte. Como as outras espécies, os primeiros humanos se deslocaram em conseqüência das glaciações mas, ao contrário de algumas delas, se adaptaram às mudanças e sobreviveram ao que se conhece como a grande idade do gelo. Achava-se que esse primeiros imigrantes humanos ao saírem da África fossem os Homo erectus, mas foram encontrados, pela equipe do paleantropólogo David Lordkipanidze, na Geórgia, na aldeia de Dmanisi, crânios de tamanhos variados, datados de 1,7 a 1,8 milhão de anos atrás, com características tanto do H. habilis quanto do H. erectus. Talvez um ancestral anterior a ambos tenha sido o autor da migração. O Quaternário divide-se em Pleistoceno e Holoceno.

2.3.2.1. Pleistoceno: época da era Cenozóica correspondente à parte mais antiga e mais extensa do período quaternário. Caracterizado pelo aparecimento do homem de Java, Heidelberg e de Pequim (conhecidos como Homo erectus Florisbad (África do Sul), da Rodésia (África) e do homem primitivo de Neanderthal (Alemanha), esses conhecidos como Homo sapiens, surgidos entre 150 e 35 mil anos atrás. Outra característica dessa época é a extinção dos grandes mamíferos e as várias glaciações. Há cerca de 35 mil anos atrás, surgiu o Homo sapiens sapiens: do tipo branco do Cro-Magnon (mediam em média 1,83m), do tipo Chancelade, os homens de Swanscombe (Inglaterra), o de Kanjera (África) e o de Fontechevade (França), correspondentes aos homens atuais. Após o surgimento desses primeiros hominídeos inteligentes, iniciou-se uma época conhecida como pré-história, dividida em paleolítica (ou idade da pedra lascada, que veio até a 12 mil anos atrás), mesolítica (um período intermediário caracterizado por uma série de transtornos geológicos, trazidos pelo fim da quarta glaciação) e neolítica (ou idade da pedra polida, iniciada há 11 mil anos atrás). Devido a essa glaciação, o homem se transformou do vegetariano do paleolítico em carnívoro no neolítico. – de 1,6 milhão a 130 mil anos atrás).

2.3.2.2. Holoceno, época atual, abrange os últimos dez mil anos, após as glaciações. Inclui o Neolítico, iniciado no Pleistoceno e que findou por volta de cinco mil anos atrás, onde se iniciou a idade dos metais, ou proto-história, que finaliza a pré-história. No período entre 7 e 5 mil anos atrás, o mais quente dos últimos 10 mil anos, florescem as civilizações humanas, numa Terra onde os oceanos eram três metros mais altos do que hoje. Por volta de 5.600 a.C., segundo Walter Pittman e Willian Ryan, geólogos americanos, o Mediterrâneo teria atingido um nível tal que o teria feito invadir a Ásia Menor, destruindo uma civilização lá existente e dando origem ao Mar Negro. Os sobreviventes teriam emigrado para outras partes do mundo, e dado origem aos relatos do dilúvio nas escrituras, mitos e lendas da humanidade.

Fonte: Almanaque Abril 2012.

Biologia

O nascimento do Humano

Duas teorias tentam explicar a origem do humano moderno, ou Homo sapiens. A primeira, do multirregionalismo, afirma que o Homo erectus deixou a África e se dispersou pelo mundo, transformando-se em sapiens em diversos pontos do planeta, simultaneamente. A segunda teoria, a da origem única, diz que o sapiens se desenvolveu na África e só então migrou para a Eurásia, onde substituiu aos poucos o erectus, e, de lá, para o restante do planeta. Descobertas arqueológicas, lingüísticas e genéticas têm reforçado a última teoria.
Análises do DNA mitocondrial – constituinte da mitocôndria, que responde pelo fornecimento de energia à célula – mostram que a diversidade entre as populações dos diversos continentes é um evento relativamente recente na história da evolução da humanidade. Esse DNA especial é transmitido de uma geração para outra apenas pela mãe. Em razão de não se combinar com nenhuma porção paterna, o DNA da mitocôndria altera-se muito pouco no decorrer do tempo. Assim, é possível concluir que um grupo de pessoas que carregam DNA mitocondrial semelhante tenha um mesmo ancestral. E, conhecendo a freqüência com que ocorrem mutações naturais nesse DNA, pode-se calcular há quanto tempo esse ancestral viveu. Foi assim que os cientistas descobriram que é muito pequena a diversidade genética entre as populações contemporâneas da Ásia, da Europa e das Américas. Como na África essa diversidade é bem maior, a conclusão é que sejamos todos descendentes de uma mulher que teria vivido naquele continente entre 100 mil e 200 mil anos atrás, que os antropólogos chamam de Eva mitocondrial.

Evolução da espécie humana

Acredita-se que o berço da humanidade seja a África. A teoria mais aceita hoje diz que o humano moderno se espalhou pelo mundo vindo daquele continente há cerca de 100 mil anos. Os ancestrais do humano mais conhecidos são:

Ardipithecus Ramidus
Viveu cerca de 4,4 milhões de anos atrás em áreas de mata entremeadas por savana. Em 2009, foi apresentado ao mundo o fóssil mais famoso da espécie. Batizado de Ardi, ele seria um dos mais antigos esqueletos de um ancestral humano. A descoberta, porém, ainda segue sendo contestada, e a comunidade científica não chegou a um consenso sobre se Ardi é ou não um ancestral direto do ser humano.
Australopithecus Anamensis
Fósseis achados no Quênia mostram que o anamensis já caminhava sobre duas pernas, entre 4,2 milhões e 3,9 milhões de anos atrás.
Australopithecus Afarensis
Muitos antropólogos acreditam que o afarensis seja ancestral direto do homem moderno. A espécie viveu na região da Etiópia e na África Oriental, entre 3,6 milhões e 2,9 milhões de anos atrás. O mais importante fóssil desse gênero é Lucy.
Australopithecus Africanus
Viveu entre 3 milhões e 2 milhões de anos atrás na África do Sul. Foi o primeiro fóssil de ancestral humano a ser encontrado. A descoberta, em 1924, levou décadas para ser aceita pela comunidade científica.
Homo Habilis
A mais antiga espécie conhecida do gênero Homo viveu entre 2,5 milhão e 1,5 milhões de anos atrás na Tanzânia, na África do Sul e na Geórgia e já usava ferramentas. Nessa época, o Homo rudolfensis habilis habitava o Quênia.
Homo Ergaster Erectus
Viveu entre 1,8 milhão e 1,4 milhão de anos atrás na África e na região da Geórgia.
Homo Erectus
Dominava o fogo e construía ferramentas. Viveu na África, na Ásia e na Europa entre 1,9 milhão e 40 mil anos atrás – o que significa que chegou a ser contemporâneo do homem moderno (Homo sapiens). Os fósseis mais importantes do erectus são o Homem de Java e o Homem de Pequim.
Homo Heidelbergensis
Viveu entre 700 mil e 200 mil anos atrás, na Europa e no norte da África. Suspeita-se de que alguns grupos do heidelbergensis tenham dado origem ao homem de Neanderthal.
Homo Neanderthalensis
O homem de Neanderthal viveu entre 230 mil e 30 mil anos atrás, na Europa e no Oriente Próximo. O primeiro espécime neanderthalensis foi descoberto por acaso, às margens do rio Neanderthal, na Alemanha. Mais tarde foram encontrados vários sítios habitados por membros desse grupo na Europa, particularmente na Espanha. Até hoje os antropólogos não definiram de uma vez por todas se o neanderthal era uma espécie diferente ou uma subespécie do sapiens. Assim, em várias publicações, o neanderthal aparece como Homo sapiens neanderthalensis.
Homo Sapiens
O homem moderno surgiu em um intervalo de tempo estimado entre 210 mil e 150 mil anos atrás. Entre os autores que consideram o neanderthal aparentado com o sapiens, nossa espécie recebe o nome Homo sapiens sapiens.

Classificação do Ser humano
Pela classificação científica dos seres vivos aceita atualmente, o humano moderno (Homo sapiens) encaixa-se nas seguintes categorias:
• reino animal
• filo dos cordados (animais que possuem um eixo de sustentação interno)
• subfilo dos vertebrados (animais que têm coluna vertebral)
• classe dos mamíferos (aqueles cobertos de pelos e que amamentam os filhotes)
• ordem dos primatas (têm cérebro relativamente grande, utilizam mais a visão do que o olfato e possuem unhas em vez de cascos)
• família dos hominídeos (caminham eretos e têm caninos pequenos)
• gênero Homo (hominídeos que se caracterizam pela existência de cérebro especialmente grande, dominam a fala e desenvolvem cultura)
• espécie sapiens

O humano moderno é a única espécie remanescente da família dos hominídeos (que inclui os australopitecos) e do gênero Homo (que reúne os ancestrais do homem a partir do Homo habilis) – todos já extintos.

Teoria da evolução dos seres vivos

Existem diversas teorias sobre a evolução da vida no planeta. A mais aceita atualmente foi criada pelo naturalista inglês Charles Darwin, na segunda metade do século XIX – a teoria da evolução pela seleção natural. Ela nasceu das observações feitas por Darwin durante uma viagem ao redor do mundo a bordo do navio Beagle. O jovem naturalista notou, por exemplo, que havia 13 espécies de um mesmo pássaro habitando diversas ilhas do arquipélago das Galápagos, no oceano Pacífico. Todas as espécies eram muito parecidas, mas apresentavam alguma diferença marcante no tamanho e no formato do bico. Darwin raciocinou que as aves tivessem todas a mesma origem. Depois, algumas teriam migrado para outras ilhas e desenvolvido as alterações anatômicas em resposta às características dos diversos ambientes. Separados pelo mar, diferentes grupos perpetuariam tais alterações pelas gerações seguintes.
Em 1859, quando Darwin publicou A Origem das Espécies, a ideia de que os organismos sofrem transformações no decorrer do tempo já era um conceito corrente entre os naturalistas. O que ele fez foi propor um mecanismo inovador para a evolução – a seleção natural. Segundo Darwin, as transformações de uma espécie começam por alguns indivíduos do grupo que eventualmente nascem com alguma diferença anatômica ou fisiológica. Se essa distinção facilitar a sobrevivência – seja na busca de alimentos, seja na resistência a doenças ou a condições climáticas adversas –, esses indivíduos diferenciados terão maior chance de sobreviver e de se reproduzir. Assim, por exemplo, numa região rica em sementes grandes e duras, sobrevivem os pássaros de bico grande e forte. Isso é a seleção natural: o ambiente seleciona as características que favorecem a sobrevivência de um ser vivo e as transformam em vantagem evolutiva. Com o tempo, essas vantagens se reforçam de geração em geração, até definir uma espécie nova.
Desde que foi proposta, a teoria de Darwin passou por várias complementações. Darwin não falava em genes. Hoje, os geneticistas sabem que as características de um indivíduo – o fenótipo – são resultado das influências do ambiente e dos genes herdados dos pais.
Genoma
É o conjunto de genes existentes no núcleo de toda célula dos seres vivos, reunidos na molécula de DNA (ácido desoxirribonucleico). Os genes são responsáveis pela transmissão de todas as características hereditárias de uma geração a outra. As substâncias químicas básicas do DNA são as bases adenina, guanina, citosina e timina. Elas se combinam aos pares, que se repetem pela hélice espiralada que constitui a molécula de DNA. Decifrar o genoma significa descobrir a sequência com que os pares de bases se alternam ao longo do DNA e que trechos dessa sequência constituem genes específicos. Os geneticistas mapearam, além do genoma humano, diversos outros, como o do camundongo e de várias bactérias.

Genoma Humano
Duas equipes internacionais, compostas de centenas de especialistas, levaram mais de dez anos para sequenciar o genoma humano, em 2000. As equipes eram do Projeto Genoma Humano, uma associação de centenas de instituições públicas de 18 países, e da Celera Genomics, uma empresa privada, dirigida na época pelo geneticista Craig Venter. O resultado do mapeamento é considerado surpreendente por mostrar que as células humanas têm bem menos genes do que se supunha até então. O número real é inferior a 30 mil, e não quase 100 mil, como muitas vezes foi divulgado. Essa quantidade menor não é indicativo de simplificação, mas, sim, de maior complexidade no processo de transmissão de características hereditárias. Um gene não é responsável só por determinada tarefa, e sim por uma série delas, que, combinadas, resultam no complexo funcionamento do organismo humano. Além dos 30 mil genes ativos, a molécula de DNA humana tem ainda enorme quantidade de “DNA-lixo” – grandes regiões do genoma cujas sequências não caracterizam genes e que por muito tempo foram consideradas inúteis. Agora, os geneticistas desconfiam de que esses trechos, aparentemente descartáveis, ajudam a controlar o ligamento e o desligamento dos genes.
A função dos genes é codificar proteí¬nas – substâncias que desencadeiam as reações químicas próprias dos seres vivos. A descoberta de que um gene não realiza nenhuma tarefa sozinho – e que, ao contrário, eles parecem se autorregular na produção de diferentes proteínas – é mais um obstáculo a ser vencido pela indústria farmacêutica e médica. Se o aparecimento de determinada doença não se deve apenas à ação isolada de um ou dois genes, mas à de uma complexa rede de combinações ainda não compreendida, fica bem mais difícil encontrar a cura para o mal. Para descobrirem como funciona essa rede, os especialistas estão envolvidos num novo projeto, tão ou mais ambicioso que o do genoma humano – chamado proteoma humano. Sabendo como as proteínas trabalham, eles esperam descobrir como os genes se desincumbem de suas funções.

Como o cérebro funciona?
Os neurologistas já têm pistas: eles sabem, por exemplo, que o cérebro funciona como uma espécie de sistema integrado. Ao entrar em atividade, contudo, cada uma de suas partes consome mais (ou menos) oxigênio de acordo com sua missão. Desse modo, a amígdala é mais ativada na hora de lidar com emoções, assim como as áreas de Broca e Wernicke se agitam quando associadas ao uso da linguagem. Apesar de termos mapeado essas diversas funções, sabemos pouco sobre como elas interagem. O problema é de escala: como cada ponto visualizado em uma imagem de ressonância magnética funcional – a tecnologia mais utilizada para ver o cérebro – representa um cubo com 3 milímetros de lado, os neurocientistas não têm a menor pista de como essas áreas se comunicam.
É bem possível que, se conseguirmos estudar o órgão mais a fundo, perceberemos que suas áreas isoladas não passam de parte de um sistema único. Uma das formas de decifrar essa comunicação é estudando os neurônios em laboratório. Os cientistas já sabem que essas células disparam potenciais de ação, pulsos elétricos produzidos quando a membrana libera ou absorve átomos carregados magneticamente. Acredita-se que esses disparos sejam a principal forma de comunicação entre eles nas sinapses, os pontos nos quais as terminações de dois neurônios se encontram, e que seriam estimulados ou inibidos por algumas substâncias químicas, os neurotransmissores. Mas essa pode ser apenas uma das formas de comunicação. Já se sabe que, em alguns casos, os neurônios estão separados uns dos outros por apenas um furo. Em março de 2007, cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, propuseram um modelo em que a principal forma de comunicação entre essas células seriam ondas sonoras – e não de eletricidade. Para piorar, nenhum desses circuitos é fixo. O que sabemos é que o cérebro é bastante maleável. Ele não só produz novos neurônios a vida inteira como modifica constantemente as ligações entre eles. Os circuitos que usamos para cada tarefa mudam com o tempo e com as atividades que desenvolvemos no decorrer da vida.
Ninguém sabe também qual o destino final da interação entre as várias partes do cérebro. Pegue o processamento da visão, por exemplo, uma tarefa tão difícil que envolve cerca de metade do córtex, a maior e mais externa parte do cérebro. Sabemos que o olho codifica a luz em pulsos que chegam a uma estrutura no centro do cérebro chamado tálamo. Daí ela vai para o córtex, a princípio em uma área acima da nuca denominada v1, depois se espalha por áreas mais frontais: v2, v3, v4, v5 e, então… ninguém sabe. Como o cérebro usa esse processamento para dar origem à percepção ainda está além do nosso conhecimento.
O fato é que não temos um retrato fiel de como o cérebro processa essas informações. E, talvez, no dia em que tivermos uma teoria como essa, teremos de reavaliar, mais uma vez, toda a sua estrutura de funcionamento.

Fonte: Almanaque Abril 2012.

EXTINÇÃO

Todas as espécies são sujeitas à extinção. De acordo com a teoria da evolução pela seleção natural, de Charles Darwin, qualquer indivíduo que não esteja bem aparelhado para sobreviver em seu ambiente será extinto. O mesmo ocorre com as espécies. Mudanças no ambiente, como alterações climáticas, e o surgimento de novas doenças, predadores ou outras espécies mais competitivas na busca por alimento são os principais fatores que podem levar uma espécie a desaparecer. Os fósseis já encontrados demonstram que a Terra foi povoada por inúmeras espécies que não mais existem. As camadas geológicas mostram também que a história da vida no planeta é pontilhada por sucessivas extinções em massa – a eliminação de grande parte dos seres vivos do planeta, em razão de algum evento repentino. São reconhecidas pelo menos cinco grandes extinções em massa, separadas por períodos de centenas de milhões de anos e entremeadas de extinções menores.
A primeira extinção ocorreu cerca de 440 milhões de anos atrás, no fim do período Ordoviciano. O brutal resfriamento do planeta (glaciação) e a consequente alteração no ambiente marinho eliminaram 25% das famílias de seres vivos do planeta. Há 370 milhões de anos, no perío¬do Devoniano, uma série de extinções que podem ter durado 20 milhões de anos dizimou cerca de 20% das famílias – ou 70% das espécies existentes.
A terceira catástrofe, e a maior de todas, ocorreu no período Permiano, 250 milhões de anos atrás. Os estudiosos acreditam que o acidente tenha sido provocado por mudanças climáticas relacionadas ao rearranjo dos continentes que compunham o supercontinente, a Pangeia. Morreram 70% das espécies terrestres e 96% das marinhas. As imensas erupções vulcânicas na Sibéria e a queda de um grande meteoro podem ter contribuído para isso.
Há 200 milhões de anos, no fim do perío¬¬do Triássico, 23% das famílias marinhas foram eliminadas, na quarta tragédia em massa. A última e também a mais conhecida extinção ocorreu no fim do Cretáceo, 65 milhões de anos atrás. Além dos dinossauros, a catástrofe eliminou cerca de 17% das famílias e 50% de todas as espécies do planeta. A hipótese mais aceita atualmente é o choque de um imenso asteroide – provavelmente caído na região da península de Yucatán, na América Central –, que teria provocado o desastre. Mas existem indícios de que na mesma época ocorria intensa atividade vulcânica na Índia.
Muitos estudiosos afirmam que a Terra atualmente está passando por sua sexta grande extinção. Desta vez, a causa não é nenhum evento cataclísmico, mas a própria ação do homem. A sexta grande extinção teria, na realidade, começado discretamente há mais de 150 mil anos, com o surgimento do Homo sapiens, e se acelerado 10 mil anos atrás, quando a humanidade inventou a agricultura e aprendeu a manipular outros seres vivos em proveito próprio. A partir de então, o crescimento demográfico exagerado, a ocupação desordenada do planeta e a crescente exploração dos recursos naturais vêm arruinando habitats e provocando o aquecimento global, a destruição da camada de ozônio e desequilíbrios climáticos, fatores que levam a outro grande ciclo de extinções.

Fonte: Almanaque Abril 2012.

RESUMO DAS ERAS

Éon Fanerozóico (10%)

Era Cenozóica (66,4 milhões até a época atual) – quase 70 milhões.

  • As Glaciações ocorreram nestes últimos 60 milhões de anos a cada 41 mil apenas devido as alterações periódicas do sol.

Período Quaternário (1,4 milhões até a época atual) – quase 1,5 milhões.
Há 900 mil anos, o atual padrão de glaciações, de 100 mil anos de duração com intervalos de 8 a 40 mil anos, enfim se estabeleceu.
Há cerca de 35 mil anos atrás, surgiu o Homo sapiens sapiens. Após o surgimento desses primeiros hominídeos inteligentes, iniciou-se uma época conhecida como pré-história.

Épocas

• Holoceno (10 mil anos até a época atual): Idade dos Metais que finaliza a pré-história, período mais quente dos últimos dez mil anos. Florescem as civilizações humanas, numa Terra onde os oceanos eram três metros mais altos do que hoje. Por volta de 5.600 a.C., o Mediterrâneo teria atingido um nível tal que o teria feito invadir a Ásia Menor, destruindo uma civilização lá existente e dando origem ao Mar Negro. Os sobreviventes teriam emigrado para outras partes do mundo, e dado origem aos relatos do dilúvio nas escrituras, mitos e lendas da humanidade.

• Pleistoceno
Idade da Pedra Lascada – Paleolítica (12 mil anos)
Idade Mesolítica – Quarta Glaciação: O homem se transformou de vegetariano em carnívoro devido a essa Glaciação.
Idade da Pedra Polida – Neolítica (11 mil anos) dos quais os últimos 5 mil anos pertencem ao Holoceno.

Período Terciário (66,4 a 1,4 milhões) – quase 65 milhões.
Os movimentos sísmicos, então registrados, provocaram o surgimento das grandes cadeias de montanhas que conhecemos hoje: os Andes, os Alpes, o Himalaia e a cadeia de vulcões localizada na região ocidental da América do Norte.

Épocas

• Plioceno (5,3 a 1,4 milhões): Glaciação a 3,6 milhões; A África secou sumindo as matas onde viviam os hominídeos, fazendo surgir o gênero Homo adaptado a caminhar nos campos. Época do Australopithecus anamensis, com 4,2 milhões de anos, encontrado no Quênia.
• Mioceno (23,7 a 5,3 milhões): Hominideos – o mais antigo a 7 milhões; Glaciação há 14 milhões de anos.
• Oligoceno (36,6 a 23,7 milhões): Nessa época ocorreram mudanças na paisagem do Leste e Sul da África aproximando-a do Oriente Médio. Vulcões explodiram transformando o verde em mata seca.
• Eoceno (57,8 a 36,6 milhões): Clima ameno ocorrendo resfriamento.
• Paleoceno (66,4 a 57,8 milhões): Queda de temperatura.

Era Mesozóica (245 a 66,4 milhões) – quase 175 milhões

Período Cretáceo (144 a 66,4 milhões) concentração das reservas de petóleo, carvão e outros minerais. Aquecimento global devido a intenso vulcanismo,                       levou 90% á extinção dos seres vivos – Quarta Extinção (a maior e a última até os nossos tempos)
Período Jurássico (208 a 144 milhões)
Período Triássico (245 a 208 milhões)

Era Paleozóica (570 a 245 milhões) – quase 325 milhões

Período Permiano (285 a 245 milhões) – Terceira Extinção
Período Carbonífero (360 a 285 milhões)
Período Devoniano (408 a 360 milhões) – Segunda Extinção
Período Siluriano (438 a 408 milhões)
Período Ordoviciano (505 a 438 milhões) – Primeira Extinção
Período Cambriano: (570 a 505 milhões)

Éons Criptozóico (90%)

Era Pré-cambriana (4,5 bilhões a 570 milhões) – quase 4 bilhões

Período Proterozóico (2,5bilhões a 570 milhões)
Período Arqueano (4,5 a 2,5 bilhões)